terça-feira, 22 de dezembro de 2009

P'ra lá do meu silêncio

Por estes longos e breves instantes vou pactuar com o silêncio. Aquele teu silêncio por que tanto anseias. Porque as mulheres perderam o prazer de viver esse silêncio que se não for sussurado vem depois para acalmar o desejo de sentir e viver a emoção.
Por agora meu pacto é com o silêncio da tua razão, que não tardará a ser interpelada pelo orgulho ferido de um masculino coração para vir pois meu silêncio silenciar.
Mas eu te digo, neste breve sussurro que só uma palavra tua poderá meu silêncio afastar. =)

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Vem

Vem comigo...
Vem tirar-me deste mar.
Não deixes mais me afogar.
Não podes aí ficar e
aqui me abandonar neste marejar!

Meu olhar está naufragado
E meu sorriso vive em teu sonho!
Meu sono anda me afundando
E neste doce querer lá me vou
embalando, balançando...

Se me olhares, se o quiseres
Verás minh'alma precisar-te!
Porque não vês? Ou até me lês...
Eu aqui fico mergulhando.
O abismo vou buscando, não esperando.

Não me queres. Ou quererás?
A verdade é que só tu me levarias
Só tu. Tu me emergirias...
Será que um dia virás?!
Eu me afundo e já durmo
neste mundo...

E eu te olho e te imagino
e te vou descobrindo assim.
Paira sempre meu sussurro:
     - Vem comigo!

DeFacto

Acontece a noite e o dia, tudo num mesmo momento. Aqui estou, sentada em realidade, a fazer do sonho um movimento.
Aqui neste mundo meu não deves dizer que é já suficiente. Não! Nunca é suficiente. Aqui, num mundo em mim, não bastam sonhos ou fantasias, ilusões e poesias... Aqui eu quero sempre. Viver a noite e o dia tudo num só momento.
Viver em mim, viver sempre e acolher o sonho intensamente.

Menina dos Cachos Pretos

Em papel Diana sou,
Na vida, uma sonhadora!
Desejo ir mais além,
Onde jamais outro fora!

Tenho média altura e tez morena!
Cabelo na noite enrolado
E gesto de criança...
Assim percorro caminho não traçado!

Aparência p'ra mim é vaga!
Mentira, coisa que não se apaga!
Aprecio a sensatez
E discordo de que silêncio é nada.

Impetuosa como o mar,
Sonho alcançar o horizonte!
E por triste areia movediça
Traço caminho confante!

E contudo quem sou eu?!
Que faço eu neste mundo?!
Não sei... nem se algum dia saberei!