Sentada, apoiada, já levada... Eu sinto! Eu sinto que pressinto e sei já que até não minto.
Pressentindo que sinto, na incerteza quase que minto. Meus olhos se fecham e vêem até. Meu coração bate e sente o mesmo. Vem chegar a lua cheia neste mar de imensidão.
Há a noite de penumbra e a estrela a iluminar quase que até para me guiar para... (Espera!) Eu não sei ainda!
Vens chegar e não sei se és gente, realidade ou sentimento. Me pressinto que és mistério. Me pressinto que vens da sombra. Atas a ti a penumbra, o inigma, tens sabor a descoberta e desafio é teu aroma.
Na verdade se chegarás eu até nem sei. Sei que sinto e até pressinto, se é que eu sei! Se arrepia meu ser, se encobre tua natureza, e eu esperando, quase adivinhando me vou largando desta terra, e vou sobrevoada de mistério.
No horizonte está meu fado, que eu sinto que o pressinto. É o sentimento deste presságio que me eleva no infinito, até mais alto, até além. E eu me perco. E neste encoberto eu pressinto que sinto e sinto o pressentimento. E neste voo eu sinto na incerta sombra, nas costas do infinito.
Não sei já se sinto ou minto... Sei apenas que pressinto.
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