sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Lume





São os teus olhos

que me enrolam.
É o teu beijo
que prende e aquece.
É o teu toque,
que me enlouquece.
E é este querer ter
meu, que não adormece!

E é a noite que vem cair
E é o corpo que quer fugir.
És tu neste rebolar
E este lume que aparece,
que aquece e logo cresce...

No teu abraço me vou perdendo
Nos teus lábios me quero ir fundindo.
E este desejo que tendo e
não tendo me vai levando e enlouquecendo!

É o beijo, o desejo, o querer,
o afoguear deste queixume...
Que acendendo vem reclamando
um pedaço mais do que é teu,
um pouco mais do que trazes.

E eu fico desejando, esperando,
arrepiando. Tendo e não tendo.
E o lume que vai acendendo
Não mais escurece e enfurecendo
quase que esquece que mais aquece.

No aquecer e acender é
o lume que vem ficar
para uma vez mais se afoguear.
E a sombra deste meu querer
vir mais ele já procurar.

E neste traço que eu tropeço
Vou seguindo e esperando
Pelo teu fogo, que eu enlouqueço
E sussurrando, eu já te peço:
 - Dá-me lume!

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