sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Âncorada

Neste porto de lágrimas vim eu ficar, depois de num dia, momento ou segundo me ter perdido na imensidão deste mar. Aqui me encontro e aqui me ancorei. Sonho viajar num outro mar, parar por um outro lugar, mas por entre ilusões aqui penso que vou sempre estar. O mar que me rodeia agita-se com peso de meu barco. O horizonte com o nascer do sol, cada vez mais longe parece estar. Minha âncora é pesada e cada vez está mais a mim agarrada e a força de meus lemes cada vez mais parece não bastar. Mais um pouco e já não me reconheço e cada vez mais eu esqueço o que fui, o que seria, o que eu poderia... Ai como eu queria! E pareço tanto não querer... Mesmo ancorada ando á deriva nesta viajem sem fim, e estando livre, ando ancorada!

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